Apesar de viver quase um século esse tempo todo não é suficiente para realizarmos todos os nossos sonhos!

Um dia percebemos que somos muito importantes para alguém, mas não damos valor a isso…Um dia descobrimos que apesar de viver quase um século esse tempo todo não é suficiente para realizarmos todos os nossos sonhos, para beijarmos todas as bocas que nos atraem, para dizer o que tem de ser dito… O jeito é, ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na nossa vida ou lutamos para realizar todas as nossas loucuras. (Aleks Kallon)

Espelhamento!

Só podemos mudar tudo que está à nossa volta quando mudamos nossa realidade interna. Temos que parar de olhar um ponto específico e olhar o todo. Nós podemos enxergar várias dimensões e senti-las, mas não podemos deixar o ponto de partida. A luz emite todo o seu reflexo e estamos nos beneficiando dela, mas ela está existindo em uma realidade, da qual devemos ter consciência. Para termos uma compreensão maior do todo, temos que aprender a trabalhar com sentimentos e emoções. As emoções tem que ser controladas em níveis. É igual quando ouvimos música, damos o volume adequado para o momento. Só quem pode fazer isso é a consciência. Se deixar as emoções à deriva, elas entorpecem a nossa sabedoria. Nunca é o outro. O outro apenas desperta dentro de nós um turbilhão de sentimentos. Sem o outro não teríamos capacidade de transformar todo esse terreno interno, de dar vida a esse jardim. O outro mostra o quanto somos incompetentes em cuidar de nós mesmos. A tentativa do ego é sempre mudar o externo primeiro. Quando acusamos a outra pessoa de ser a culpada pelos nossos fracassos, tornamos aquele problema sem solução. Todo o problema só pode ser resolvido quando o tornamos nosso. Temos que deixar a crítica externa e olhar para dentro de nós e perceber qual é o melhor caminho. Quando assumimos nosso universo, transformamos a nossa vida. E vamos caminhando…aleks

Caminho infinito.

O amor faz parte do caminho. Só é importante quando conseguimos transmuta – lo. Amar é dar liberdade para o outro expressar – se da maneira que sentir no seu coração. Quando estamos cheios de amor, esse sentimento tão puro, as palavras desaparecem da nossa mente. A mente fica tão cristalina quanto uma gota d ‘ água. Amor também é um sentimento que te faz lutar, que te dá força. Temos muitos exemplos na História: Gandhi, Jesus Cristo, Mandela, Madre Teresa etc. Só podemos conhecer esse sentimento tão puro quando deixamos nossas crenças e nossos padrões. E vamos caminhando por esse caminho infinito da vida…

A rocha.

A rocha, com sua resistência, só vai sentir a gota d ‘ água com o tempo. Do mesmo modo, só vamos perceber o peso das nossas ações no decorrer do caminho. Essa dificuldade que temos de estar conscientes nos coloca em situações complicadas. Perdemos muito por não acreditarmos que a vida só existe no agora. Como já sabemos, a mente associa o tempo todo com memórias já vividas, para que possamos enxergar a realidade. Um dos fatores mais negativo da mente é generalizar. Por exemplo, se uma mulher do passado me fez mal, traiu a minha confiança, é muito provável que, no futuro, eu expresse a ideia de que as mulheres não são confiáveis. Uma segunda abordagem também rotineira que a mente nos prega é a sede de vingança. Vamos usar novamente o exemplo da traição. Se somos traídos, o desejo que aflora é dar o troco na mesma intensidade. É a velha máxima : “Quem com ferro fere, com ferro será ferido”. Temos que mudar isso. Essa associação da mente traz muito sofrimento. O ego detesta se sentir inferior. Toda essa ilusão que vivemos, de que somos superiores, distorce totalmente a realidade. Quando vemos uma pessoa totalmente feliz, em paz consigo mesma, o que vem na mente? Essa pessoa deve ter ganhado muito dinheiro ou está namorando uma pessoa bem sucedida. O que quero dizer com isso? Que o ser humano associa a paz interior e a felicidade ao materialismo. Durante esse caminho que percorri na vida, passei por um momento muito interessante, talvez o mais forte que vivi na minha vida. Eu fui viver a experiência de deixar tudo para trás. Tudo mesmo. Telefone, endereço fixo… e senti uma unidade comigo mesmo. A mente não podia associar que a fonte daquela paz interior fosse alguma coisa material. Nós somos a maior riqueza. Tudo que precisamos está dentro de nós. Temos que sentir segurança em tudo que o universo nos deu e continua nos dando a cada dia.

Observador!

Nós somos mestres dos nossos caminhos! Escrevemos nossos próprios roteiros nesse filme da vida. Cada personagem que entra na história nos mata, nos ensina, nos faz feliz, nos faz cair, levantar… o mais importante é que sejamos criativos em dar vida a esse roteiro e a fazer uma entrega a cada momento, simplesmente sentindo… o sentir é muito importante, abre caminhos (o sentir não se confunde com emoção). Vejo Deus como um observador e, como tal, ele só observa como colocamos a consciência em cada momento e como usamos as ferramentas que estão dentro de nós. As emoções que experimentamos ao longo do caminho – refiro-me àquelas que misturam passado, presente e futuro – trazem a escuridão e a ansiedade só amplia a ausência da luz. A calma é o nascer do sol.

Consciência!

O ser humano sofre por que não tem consciência de suas habilidades! Não tem consciência do seu conhecimento. Quando você perde o conhecimento, você vai buscar na imaginação! Aí é onde você se perde, a mente te confunde, te levando para o futuro ou para ou passado, assim, você deixa o momento presente. Sabedoria, não é imaginar que você sabe, mas sim fazer, colocar em pratica. Muitas pessoas querem mostrar para outras que sabem, mas elas ainda não sabem, apenas sonham em um dia saber. Vivendo e aprendendo. E vamos caminhando.

O caminhar!

Estou caminhando pela vida com o coração aberto, pronto para viver as grandes emoções… Não importa a forma do meu caminhar, o importante é ser verdadeiro, é seguir a energia do coração. Se estivermos vivendo muito lá em cima, em alta vibração, temos que analisar, deve ter algo errado. E se estamos vivendo muito lá em baixo, também temos que analisar. Tudo flui dentro de um equilíbrio. A mesma energia que mantém os planetas em órbita é a que vai trazer equilíbrio para você. Para que isso aconteça, temos que ser mais sensíveis. Temos que ter a paciência de perceber uma abelha tirando o néctar de uma flor. Ser sensível é estar conectado com o todo, é tirar o melhor dele.

Copiar ou reinventar?

Sensibilidade é a porta de entrada das vibrações mais intensas que são canalizadas pelos sentidos. Durante essa caminhada pude observar que a paranormalidade só acontece quando vários sentidos trabalham simultaneamente. O equilíbrio se dá quando conseguimos processar todas as vibrações de uma maneira muito consciente. É muito natural aflorar principalmente a criatividade, e com ela aflorada é muito fácil você se perder nas emoções. Quando existem lacunas abertas, situações mal trabalhadas, é muito fácil a pessoa sensível se perder, devido ao emaranhado de coisas que estão acontecendo, tanto internas quanto externas, podendo levar ao pânico ou à depressão. Com a falta de preparo dos nossos pais em lidar com essas situações, deixa de ser feito um bom alicerce onde essas pessoas sensíveis podem se ancorar. O alicerce pode ser uma boa filosofia, mas uma filosofia aberta, sem crenças e sem dogmas, onde a energia pode fluir naturalmente. Uma das dificuldades que também vejo é a pessoa lidar com as identificações, que podemos chamar de espelhamento. O espelhamento acontece quando estamos diante de situações que provocam desequilíbrio físico ou psicológico. Quando criticamos uma pessoa estamos vendo nela o que precisamos trabalhar em nós. Isso é espelhamento. Vamos aprofundar um pouco mais. Gostaria que os leitores observassem essa abordagem que venho fazendo ao longo do tempo. Vamos imaginar que estamos no show de um cantor que nos faz vibrar. Identificamo-nos profundamente com suas músicas e imagem. Dois sentidos trabalhando simultaneamente: a audição e a visão. Só uma pessoa sensível pode perceber um dos níveis da inveja. A inveja tem várias facetas. Num primeiro momento achamos que queremos o bem dessa pessoa mas, se olharmos com mais profundidade esse contexto, vamos perceber a inveja. Você que está no show, não gostaria de estar no palco, vivendo o que o artista está vivendo? Pense nisso. Todos nós temos tendências artísticas, só falta nos conhecermos mais, nos percebermos melhor. Ficamos presos em crenças limitantes. Por isso aflora a inveja, deixamos de crescer e nos desenvolver. Vou usar uma metáfora: vamos imaginar uma quadra de basquete, onde o jogador principal se posiciona e faz um movimento por meio do qual acerta várias vezes a cesta. A pergunta é: você vai copiar o movimento dele ou vai reinventar uma maneira nova de acertar a cesta? Se você copiar, aí está uma faceta da inveja, muito sutil. A física quântica faz uma abordagem muito interessante, qual seja, a criatividade. Quando temos um problema grave, podemos copiar uma solução ou reinventa – la. Em outro momento falarei mais sobre como podemos usar a criatividade para solucionar problemas psicológicos e situações corriqueiras do nosso dia a dia. Uma dica: quer ser feliz? Livre – se de todas as suas necessidades. E vamos caminhando.

A névoa nas montanhas!

Na vastidão das montanhas encobertas pela névoa da manhã fria de domingo, meu coração demora a acordar. O silêncio ecoa em minha mente. E com o silêncio vem a observação do que ocorre naquele momento. A água com suas infinitas possibilidades – uma delas, a flexibilidade – dá um banho nas folhas e escorre pela terra. Na terra esconde-se o mistério da vida. Todas as metamorfoses acontecem lá. A terra tem o poder de separar a vida e a morte. Enquanto uns estão morrendo, outros estão nascendo. Nós, seres humanos, temos medo da morte. E alguns têm medo da própria vida. Temos que lembrar que uma semente morre para dar vida a uma planta. O ser humano quer ter a certeza de tudo e é aí que nos perdemos. Deus, o ser universal, criou os mistérios para jamais serem descobertos. Quando todos os mistérios da terra forem descobertos, não haverá mais motivação para viver. Quando você conhece o roteiro e toda a produção de um filme, não vai despertar em você a curiosidade de vê-lo. A vida é um ciclo sem fim… e vamos caminhando!

Valores!

Quando deixamos de nos amar e de conhecer toda a nossa capacidade, nossos valores mais supremos, e de estar em paz com nossas dimensões físicas, esquecemos de nós e olhamos para muito adiante. Eu sei que é difícil se conhecer. Precisamos sempre de espelhos para ver a nossa imagem refletida. Observe esta metáfora: você está caminhando por uma trilha e, de repente, você tropeça numa pedra de diamante. Você reconhece a pedra. A energia dela dispara sua imaginação, mexe com seus sonhos. Você começa a construir um universo paralelo ao seu. Tudo isso acontece porque reconhecemos o valor dessa pedra. E o mesmo pode acontecer com você, se você descobrir seus valores. Você pode mexer com a imaginação das pessoas e fazê -las crescer diante da sua energia. Seguindo a metáfora. .. com aquela pedra na mão, você esqueceu dos seus valores e depositou tudo nela. Você guardou-a como algo mais supremo e ela ficou com você durante algum tempo. Quanto mais tempo ela fica com você, mais você imagina as possibilidades que ela pode criar na sua vida. Eu tenho certeza que você desenvolve um certo apego pela pedra, você a olha e a monitora quase todos os dias, pensando em como ela pode ser útil na sua vida. Mas um belo dia ela desaparece, de alguma forma ela sumiu. E você começa a sentir um imenso vazio dentro de você, todas as possibilidades se apagam. E aí você começa a perder o sentido do seu caminho. O que eu quero dizer com essa metáfora é o quanto supervalorizamos o outro. Você começa a acreditar que, se perder o outro, você vai perder o sentido da sua vida. Você tem que acordar para o fato de que a maior riqueza é você, mas não se transformar num narcisista. E perceber que tudo nessa vida é passageiro e nada fica para sempre. Como dizem os grandes xamãs, as peças que acreditamos serem as mais valiosas vão voltar para a terra. E hoje isso tudo é provado pela arqueologia. Temos que aprender a usar as coisas, viver os momentos, e deixá -las quando for necessário continuar o caminho, sem ressentimentos, sem mágoas, esperando abrir-se um novo ciclo. (Lembre-se : a nossa vida é uma eterna metamorfose, estamos morrendo e renascendo a cada momento). E vamos caminhando. ..